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Postado em: 26/07/2010 08:21:55

Após desvincular o salário mínimo (R$ 510) da renda utilizada como base para o Minha Casa, Minha Vida, o Ministério das Cidades estabeleceu que o teto máximo para os mutuários do programa seria baseado na carta de crédito do FGTS. Com isso, o limite de rendimento subiu de R$ 4.650 para R$ 4.900 este ano, fazendo com que as moradias de r$ 130 mil, valor máximo das casas do programa, também pudessem ser financiadas com zero de entrada.
De acordo com Maria Henriqueta Alves, assessora técnica do Conselho Curador do FGTS, a decisão de ampliar o limite de renda foi pautada pelo regulamento do fundo garantidor do Minha Casa, Minha Vida.
"No fundo garantidor, ficou estabelecido o valor de dez salários mínimos. Como o salário foi desvinculado e o FGTS não opera além do limite de R$ 4.900, esse valor foi adotado imediatamente."
Para os interessados em adquirir um imóvel com os benefícios do programa habitacional do governo, o reflexo foi sentido na ampliação do número de possíveis mutuários e no valor de entrada. No início do ano, somente unidades de até R$ 125 mil poussuíam isenção do valor inicial.
A partir de ampliação do teto, quando o prazo de financiamento for de até 240 meses, famílias com renda mensal de R$ 4.900 também podem financiar 100% da moradia, ou seja, até R$ 130 mil. Para aqueles que ganham o valor do teto anterior, R$ 4.650, exige-se uma entrada de R$ 2.457,79, também para pagamento em 240 vezes.
SIMULAÇÕES - Por meio de simulações no site da Caixa (www.caixa.gov.br), o interessado pode chegar as condições para o financiamento. Quando escolhido o prazo limite, de 360 meses, a quantia máxima financiada corresponde a 80% do imóvel, e a entrada é a mesma para rendas de R$ 4.650 e R$ 4.900: R$ 26 mil.
Fonte: Jornal Extra